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Mostrando postagens de janeiro, 2026
  A RENDIÇÃO DE NATANAEL João 1:43-51 A esta altura do relato Jesus abandonou o Sul e se dirigiu ao norte, para a Galiléia. Aí, possivelmente em Cã mesmo, encontrou e chamou Filipe. Filipe, assim como André, não podia guardar para si as boas novas. Como disse Godet: "Uma tocha acesa serve para acender outra". De maneira que Filipe foi em busca de seu amigo Natanael e lhe disse que cria ter encontrado o Messias prometido durante tanto tempo, em Jesus, o homem de Nazaré. Natanael se riu. Não havia nada no Antigo Testamento que predissera que o escolhido de Deus viria de Nazaré. Nazaré era um lugar muito pouco conspícuo. O próprio Natanael provinha de Caná, outra cidade da Galiléia, e nas regiões rurais a rivalidade entre uma cidade e outra, e a inveja entre os povos é muito notória. A reação de Natanael foi afirmar que Nazaré não era o tipo de lugar de onde pudesse vir nada de bom. Filipe foi sábio. Não discutiu. Limitou-se a dizer: "Vêem e vê...
  O VERBO FEITO CARNE João 1:1-8 Passaremos a estudar esta passagem em seções breves e em detalhe; mas, antes de fazê-lo, devemos buscar compreender o que João estava tentando dizer ao descrever a Jesus como O Verbo . O primeiro capítulo do quarto Evangelho é uma das maiores aventuras do pensamento religioso que jamais obteve a mente do homem. Antes de começar a estudá-lo em detalhe, tentaremos ver o que João estava buscando fazer quando o escreveu. Não passou muito tempo antes que a Igreja cristã se visse confrontada com um problema básico. A Igreja tivera seus começos dentro do judaísmo. No princípio todos os seus membros tinham sido judeus. Jesus, por descendência humana, era judeu, e, com exceção de breves visitas aos distritos de Tiro e Sidom e a Decápolis, Ele nunca saiu da Palestina. O cristianismo começou entre os judeus; e, devido a isso, era inevitável que falasse o idioma dos judeus, e que empregasse as linhas de pensamento dos judeus. M...
  A Transição da Práxis do Dízimo no Judaísmo: Do Ritual Agrário à Justiça Social Contemporânea Resumo: Este artigo analisa a evolução do conceito de dízimo ( Maasser ) dentro da tradição judaica, partindo de suas raízes bíblicas ligadas ao sistema sacrificial e agrário do Segundo Templo até sua manifestação moderna como Maasser Kesafim (dízimo do dinheiro). Investiga-se como a ausência de uma estrutura sacerdotal centralizada ressignificou o ato de doar, transformando-o de uma taxa teocrática em um imperativo ético de justiça social ( Tzedaká ). 1. Introdução A prática do dízimo é uma das pedras angulares da economia espiritual e social do povo judeu. Originalmente estabelecido na Torá como um mecanismo de sustentação para a tribo de Levi e para os necessitados, o dízimo passou por uma metamorfose jurídica e teológica após a destruição do Segundo Templo em 70 d.C. Este estudo busca compreender como essa prática sobrevive na modernidade, desprovida de sua base institucional origi...